sábado, 13 de janeiro de 2018

É hora dos filmes de Star Wars da Disney acabar…



Não escrevo resenhas de filmes com frequência. Na verdade, o filme tem que ser muito especial, para que eu me anime a escrever algo. Bem… Este filme aqui o é, infelizmente por todas as razões erradas, contudo…
Me refiro a Star Wars: Os Últimos Jedi.

Não uma franquia comum, não um filme comum, uma franquia com milhões de fãs, que a mantiveram viva, desde 1977, quando o primeiro filme foi lançado.

E eu estava lá. Sim. Star Wars foi o terceiro filme que assisti no cinema. Depois, claro, segui a evolução da franquia, assistindo os dois outros filmes. Depois, no final dos anos 90, assisti a nova trilogia prequel, que, se não foi tão boa quanto a trilogia original, contou uma estória e serviu para expandir o universo Star Wars.

E então, em 2005, o último filme da trilogia prequel foi lançado.

Se passam 10 anos, os fãs quase perdem a esperança de ver algo mais sobre o universo Star Wars…

Quando, em 2012, a Disney company compra a Lucasfilms e todos os IP’s dela, Indiana Jones, Star Wars, e tudo mais passou para a Disney…


Uma nova esperança ? Só que não…

Então em 2015 sai “O despertar da Força”, e eu, como milhões de fãs pelo globo, fomos para o cinema cheios de esperança e entusiasmo.
Massss… Com quinze minutos de filme, comecei a sentir uma desconfortável sensação de Deja vu… Que se confirmou no decorrer do filme. Era como se eu assistisse ao filme de 1977, só que com outros atores e melhores efeitos especiais…
A bilheteria, no entanto, foi muito boa. O ritmo do filme foi algo digno de vídeo clip da MTV, cortes muito rápidos e ação incessante. Algo para nossa geração, com deficit de atenção...
E, os novos heróis, cada um representando uma minoria: A garota, o hispânico e o afrodescendente.
Uma interessante galeria de personagens, não fossem eles todos estereótipos, e, unidimensionais.
Sério, achei a diversidade interessante no primeiro momento, mas, vazia depois. Eles não tinham alma nenhuma. Daí, me recordei que mulheres fortes sempre foram uma constante em Star Wars, a princesa Leia, depois Padme Amidala. E os afrodescendentes já foram melhor representados, Lando Calrissian e Mace Windu eram personagens bem melhores que Finn.
Assim, ficamos com Rey, a Mary Sue, todo mundo odeia o Finn (sim, ele se tornou o alívio cômico), e, El Guapo Dameron…

E, no final, a cena com Luke Skywalker (Mark Hamill), essa sim, nos encheu de esperança.

Mas, a antecipação não seria recompensada… Infelizmente.

Os Últimos Jidiotas

Sim , foi assim que todos os fãs se sentiram, ao assistir este filme. Idiotas.
Bem, atenção agora, que aqui vão SPOILERS do tamanho da estrela da morte.

Depois de toda a antecipação criada com o retorno de Luke, é decepcionante como ele é representado. Na verdade, há uma destruição do personagem. E por quê ? ?Um personagem tão querido ?

Mas, fica pior.

Leia descobre que é o Superman, Kylo tem um FB messenger no espaço e fica paquerando a Rey.

O grande mestre Snoke… Bom… Esse morre de pijama… Tsc Tsc Tsc.

Fora isso, segue todo mundo odiando o Finn, já que ele não faz nada direito, mais uma personagem étnica, esta para atrair o mercado asiático, e, El guapo só leva na cabeça.

Como conseguiram fazer um filme tão sem alma? É um desafio.


O Império contra ataca

Agora, para analisar porquê o filme foi tão destruidor, com tudo que estava estabelecido, e, principalmente, mostrou o dedão para os fãs, é necessário olhar o que está acontecendo na sociedade americana.
Donald Trump foi eleito presidente, e, desde então, Hollywood entrou em guerra com ele. Ele não era o querido dos atores, estes, em sua quase totalidade, democratas.
E, este acontecimento determinou o divórcio do cinema americano com o governo. Na verdade, o governo e Hollywwod sempre andaram de mãos dadas, sendo o cinema americano quase um ministério da propaganda não oficial.
Senão, vejamos… Rambo ganhou a guerra do Vietnã, que os EUA perderam. Argo fez o fiasco dos reféns na embaixada no Irã parecer glamoroso, e, pintou os Iranianos de forma estereotipada e preconceituosa, isso para citar dois exemplos recentes.
E, todos os grandes artistas estavam com Hillary: Robert DeNiro, Meryl Streep e, um famoso produtor, poderoso manda chuva da cidade dos sonhos: Harvey Weinstein.
Este cidadão caiu em desgraça em Novembro de 2017, tendo seus escândalos sexuais vindo à tona.
A esfera de poder de Weinstein não se limitava a Hollywood. Ele entrou na elite política, tornando-se um importante defensor financeiro de todos os principais candidatos democratas nas últimas duas décadas.

De acordo com o Centro de Política Responsável, Weinstein doou pessoalmente US $ 1,4 milhão ao Partido Democrata, seus candidatos e seus comitês desde 1990. Além disso, sua rede arrecadou centenas de milhares de dólares para Barack Obama em 2012 e Hillary Clinton em 2016, o que lhe permitiu alcançar um nível mais alto na escala dos doadores e um maior nível de acesso.

Por exemplo, em agosto de 2011, Weinstein convidou os VIPs de Nova York (incluindo estrelas como Gwyneth Paltrow e Alicia Keys) para sua casa em Nova York para uma recepção de arrecadação de fundos para o presidente Barack Obama - que estava presente. Sim, Obama estava em sua casa.

Harvey Weinstein também era uma figurinha carimbada na Casa Branca. Em 2011, ele estava na mesa de honra em um almoço do Departamento de Estado com Hillary Clinton e Angela Merkel. Em 2012, ele estava em um jantar do Estado em homenagem ao primeiro-ministro britânico David Cameron. A esposa de Weinstein, Georgina Chapman, projetou o vestido de Michelle Obama para a ocasião.

Mas o Topete ataca antes

Agora, quem melhor para simbolizar a era Obama do que Weinstein ? E, como quase a totalidade da classe artística americana apoiando Hillary, e, abertamente se opondo a Trump, como fez Meryl Streep ?
Weinstein era o menino de ouro de Hollywood, e, Trump atacou preemptivamente. É isto que uma famosa estrela Britânica afirma.
Lady Victoria Hervey sugeriu que a crise de assédio e abuso que engoliu a indústria do entretenimento poderia ter sido “instigada pelo governo de Trump porque ele sabe que Hollywood não é sua fã.”

E, de certa forma faz sentido, já que Trump, com seu jeitão sem porteiras, se mostrou um bom candidato a misógino, com suas declarações sobre suas proezas amorosas.

Ora, antes que os escândalos contra Trump aparecessem, ele tratou de atacar primeiro, intimidando dessa forma prováveis adversários.


Mas, e o último jedi, que tem a ver com isso ?

Muita coisa. Na verdade, o filme, em quase sua totalidade, é um tapa na cara de quem Hollywood considera sua inimiga: A América caucasiana direitista eleitora de Trump, o 1% mais rico (uma grande hipocrisia, já que diversos artistas fazem parte dessa casta) e o próprio Trump.

Senão, vejamos…

  • Os homens são incompetentes, frágeis e trapalhões. Sim, uma bela bofetada na cara de Trump, que é sexista e preconceituoso.
  • Todas as mulheres são bem resolvidas, independentes e fortes. E, há ainda uma personagem (Alm. Holdo) que poderia bem ser o alter ego de Hillary Clinton, por sua postura no comando da resistência rebelde (e seu gosto por vestidos de grife intergaláticos) .
  • O maior herói, Luke, é reduzido a um covarde ermitão, incapaz de entender esse mundo novo, em que as mulheres todas são as mais poderosas. E, por isso, fugiu dessa realidade.
  • A heroína, Rey, não precisa aprender nada, pois já nasceu sabendo tudo. Só porquê é menina, ela não precisa de treinamento da força, nem de sabre de luz e nem nada, coisas que Luke levou 3 filmes para aperfeiçoar…
  • Os vilões são, em sua quase totalidade, homens caucasianos, muitos de olhos azuis e louros… Suspeito não ? A única mulher vilã passa o filme dentro de uma armadura, e, nem dá pra se diferenciar qual gênero ela era.
  • Mas, a melhor parte, e, que melhor destaca a dor de cotovelo de Hollywood com o governo Trump é o planeta cassino de Cantoo Bingh (eheheheheheh, planeta casssino… Quem possui hotéis cassino e é presidente de um país ? Hum ? Quem ?), onde todos são da elite financeira dessa galáxia (o 1%), exploram trabalho escravo, vendem armas e são muito, mas muito maus.

Fora isso, parece que Hollywood foi acometida de um niilismo tóxico, quando um dos personagens recita que “Bons ou maus, não importa. Esses são apenas rótulos, a engrenagem é que deve rolar sempre”. Ora, ora, macacos do pós-modernismo que me mordam, depois dessa.


Star Wars, quem te viu e quem te vê


Não era para ser assim. Não era mesmo. Mas, os defeitos dessa nova trilogia são maiores e piores do que os defeitos da trilogia prequel.
A saber:

  • Personagens unidimensionais, sem alma, sem vida, parecem aqueles teatrinhos de escola em que as crianças leem um jogral, péssimos. Na verdade, parecem que saíram do departamento de marketing da Disney: Vamos fazer personagens étnicos e que as minorias possam se identificar, para que possamos atingir um público maior.
  • Completa falta de imaginação. Sim, George Lucas foi capaz de criar todo um universo com personagens críveis, com motivações e estórias complexas (alguns personagens mais complexos do que outros, mas, enfim). Esta trilogia agora não tem imaginação nenhuma, e, ou requenta o que já foi, ou se debruça em niilismo fatalista, coisa que Star Wars nunca foi.
  • Uma forte mensagem política, que infelizmente é confusa, errada ou simplesmente existe para atacar os adversários dos produtores e manda chuvas de Hollywood. Sim, Star Wars tinha uma mensagem: Eterna luta do bem contra o mal. Este agora, tanto faz, bem e mal são a mesma coisa no final. Mas, homens caucasianos louros são a maldade encarnada e as mulheres vão salvar o dia (é possível, mas, antes, tem que deixar de serem cúmplices de quem as explora, como o Weinstein)
  • Tudo feito às pressas. A trilogia original levava uns 2 anos em produção e 1 ano de filmagens. Estes agora, saem como pão quentinho, a toda hora.


Uma grande oportunidade perdida

A nova trilogia de Star Wars poderia ter sido grandiosa, principalmente por que, hoje em dia, estamos vivenciando o ressurgimento de diversos movimentos tidos como mortos: direita ultrarradical, neonazismo, racismo, tribalismo, de forma que nossa sociedade está atordoada. Esse paralelo, com o ressurgimento do império, poderia ser feito, e, seria uma ótima fonte de reflexão, um espelho para olharmos nossa própria sociedade. Mas não, não há reflexão(que até houve nas trilogias originais, sobre fatores universais). Aqui, tudo é jogado na cara, sem explicação e nem nada.
Até o desenrolar da estória era melhor, com o desenvolvimento de cada personagem.
Agora, no entanto, como eu mencionei acima, os filmes estão sendo escritos pelo departamento de marketing da Disney, para poder atingir a maior fatia do público possível.

Mas, estão errando feio…

Sim, por todos os detalhes citados, a equipe da nova Star Wars está matando os personagens antigos, da velha trilogia, esses bem construídos e com quem o público se importa e se identifica, e substituindo por novos personagens étnicos e de gênero estereotipados sem carisma nenhum. Assim, fica difícil a plateia se identificar ou mesmo se importar com esses personagens. Bem ou mal tanto faz, se eles desaparecerem no próximo filme, tanto faz também, já que tem a profundidade de caixas de papelão.
E, ainda por cima deixar a direção e estória com alguém que não sabe nada de Star Wars
È cruel.


A rebelião começa

Exatamente, depois desse filme mais recente, os fãs se rebelaram. E, o contra ataque começou:

  • Brinquedos de Star Wars estão encalhados nas lojas. Para o bem ou para o mal, são os fãs que movimentam a indústria periférica de bugigangas com a marca Star Wars. E, fãs descontentes não compram brinquedos.
  • Os videogames de Star Wars são um fracasso. Pelo menos, na época em que a Lucasfilm era uma empresa independente, a Lucas Arts, que criava os games da franquia, fazia games de alta qualidade, não o que se vê agora, que a propriedade intelectual foi passada para a Electronic Arts. Os jogos Battlefront são um fiasco, se comparados aos jogos antigos da Lucas Arts.
  • E, por último, mas não menos importante, o filme não vai bem nas bilheterias. Foi o que teve o pior desempenho, entre a primeira semana e a segunda, em vendas de ingressos, naufragou na China, mas, graças à marca, ainda deve fazer uma boa renda.

  • Claro que não se deve acreditar em tudo que se lê, afinal no site Rotten Tomatoes, os críticos deram 90% de aprovação ao filme, enquanto o público comum deu 49%, e, diversos artigos (pagos) enaltecem as qualidades do filme, e que a franquia vai bem e não está esgotada(franchise fatigue).

Há esperança ?

Dificilmente. Como mencionei, os personagens conhecidos estão sendo dizimados, e os novos, não tem carisma para que o público se importe.
Claro que a Disney já anunciou diversos spin offs, como o filme de Han Solo e mesmo o de Obi Wan Kenobi. Só que é requentar os personagens da fase boa de Star Wars, visto que todos já estão mortos na cronologia da nova série, ou seja, estão batendo de relho num cavalo morto.

A principal diferença é que Star Wars era um trabalho de amor de George Lucas, em que ele punha a sua alma. Agora, com a Disney, é um trabalho de números, só para arrecadar cada vez mais, como citei acima, ou requentando o que deu certo ou tendo ideias novas sem nenhuma inspiração.

Parafraseando Luke no filme, “É hora dos filmes de Star Wars da Disney acabar”



terça-feira, 27 de setembro de 2016

A Raiz de todos os males




É, é o dinheiro. Mas, dirão, dinheiro não é problema, é solução…

Sim, mas, é solução para os problemas que ele mesmo cria.

Senão, vejamos…

Dinheiro compra remédios, mas não compra saúde.

Dinheiro compra pessoas, mas não compra amigos.

Dinheiro pode comprar sexo, mas nunca vai comprar amor.

E, por quê escrevo sobre isso, agora ?

Por que estamos vivendo numa era de endividamento generalizado.

Sério, das pessoas que você conhece, qual delas não tem dívidas ? Não digo água, luz, gás. Mas dívidas de anos, para pagar em 20, 25, 30 anos ?

Vivendo na Pindura (institucionalizada)

Exato, vivemos um endividamento generalizado e institucionalizado.

Estudantes se endividam para pagar faculdade, pós-graduação, mestrado, cursos, etc…

Quem comprou carro novo, também está pendurado, por 24, 36 meses.

Casa então… Nem se fala, talvez 25 a 30 anos.

E… Nem os aposentados se safam… Com financeiras correndo atrás deles e oferecendo  empréstimos consignados, até os velhinhos entraram na dança, com casos sendo decididos na justiça, por uso abusivo da consignação em folha de pagamento.

As consequências são mais visíveis do que as causas

Oras, que o endividamento força as pessoas a trabalharem cada vez mais, isso é um desdobramento lógico. Isso vai ocorrer. MAS… Poucas pessoas estão atentas que consequências perversas isso traz.

No mercado de trabalho, a competitividade aumenta, aumenta a necessidade por qualificação, cursos, graduações, especializações e toda a sorte de títulos. Mas, o dia só tem 24 horas. Tudo que se faz, ao perseguir uma carreira, desequilibra todos os outros setores da vida: Casamento, namoro, noivado, amizades, paternidade, enfim, convívio social.

Sem falar que o clima de competição no mercado de trabalho definitivamente torna o ambiente tóxico, propenso a altos índices de stress e, muitas vezes, difícil de aguentar.

Pague para entrar, reze para sair

Isso mesmo, entrar num ciclo vicioso de dívidas é muito fácil. O banco A liga e oferece cartão de crédito, daí o banco B faz a mesma coisa, a rede de lojas C faz também.

E, todos com um alto limite de crédito. Daí para estourar o orçamento é um passo. Aliás, nem precisa estourar o limite de cada um, é só ter um saldo maior do que se pode pagar, e, entra-se forçosamente no crédito rotativo, que é um túnel dos horrores.

Mas, nem tudo começa assim. Muitas pessoas, por vezes, planejam suas dívidas de forma sóbria e calculada.

Mas… Aí, vem uma crise política, que enfia a economia num caos sem fim, com volta de inflação e juros altos impagáveis, e, lá se vai toda a preparação e os cálculos…

E, isto não é só um privilégio nosso não…

Sim, em outros países, o endividamento da classe média e afins abaixo na escala social é algo que acontece de forma frequente. Tanto que o professor David Graeber  escreveu sobre o “Fenômeno dos empregos fajutos” (On the Phenomenon of Bullshit Jobs), em que as pessoas se sujeitariam a empregos maçantes, indignos e improdutivos para apenas estarem empregadas.

No seu artigo, ele cita que o consumismo tem um papel preponderante nas sociedades Americana e Europeia, forçando as pessoas a trabalharem onde elas odeiam, para poder pagar pelas tendências da moda vigente (seja o iPhoneX ou aquela bolsa Louis Vouitton ou os Loubotins).

Mas, para nós, é muito mais perverso, já que o poder aquisitivo do Brasileiro está sempre correndo atrás da bola, sem falar uma demanda reprimida de algumas décadas (que, durante os governos do PT foi timidamente saciada).

O Ciclo Vicioso que estraga tudo

Como escrevi acima, nosso tempo é limitado. Assim, quanto mais tempo “gastamos” correndo atrás de dinheiro, menos tempo teremos para dedicar aos outros aspectos de nossas vidas.

Assim, pais se tornam ausentes, filhos desajustados, esposas brigam, maridos traem, e, a situação só se deteriora.

Por certo que antigamente a vida era mais fácil, por isso as estruturas familiares eram mais sólidas. E, não havia dinheiro de plástico (o cartão de crédito), que põe tudo a perder facilmente.

Qual a causa disso ?

Ora, podemos conjecturar que, pessoas sem dívidas são pessoas mais livres do que aquelas que têm contas a pagar. Assim, seria uma perversa corrente, a segurar, prender as pessoas, seja a empregos indignos, a salários aviltantes ou a situações estressantes, que, em outras condições, não teriam porque ficar assim. E, bancos e financeiras, uma vez que venderam o empréstimo, crédito, conta, seguro ou seja lá o que for, não se preocupam mais com nada. Quem terá que se preocupar, é o pobre correntista...

Tem como sair dessa ?

Olha, melhor é evitar de entrar num ciclo desses… Mas, tem dicas para tentar se proteger.

  •     Tenha apenas 1 cartão de crédito: É muito mais fácil de controlar e não se deixar cair no crédito rotativo.
  •     Não tenha cartões de lojas: Rejeite esses cartões, que ajudam muito na hora de estourar o orçamento.
  •     Planeje suas dívidas: De preferência, tenha apenas 20% do seu orçamento comprometido com compras a crédito, crediários e afins.
  •     Enquanto o país estiver nessa situação indefinida, gaste só o essencial: Essa dica pode ser ruim para as vendas, mas, temos primeiro que atravessar essa crise, para depois pensar em gastar.


E, trabalhar com o que se gosta é um privilégio. Evoluir na carreira profissional, com todos os cursos e aperfeiçoamentos possíveis também é muito bom. Só, que do jeito que as coisas ocorrem, estamos todos sempre correndo atrás do prejuízo,  como o carinha da foto abaixo.


 

E, isso não é aceitável, afinal, ele nunca vai alcançar seus objetivos…

E, pra finalizar, gente, nunca esqueçam:

Dinheiro, sempre se consegue juntar de novo.

Saúde, não

Dívidas, vão ir e vão voltar.

Pessoas, só vão embora de nossas vidas.

Portanto, cuidem bem das pessoas e tenham sabedoria em como usar as coisas( e não se endividar…)

Sds,

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Mikhail Bakunin analisa as eleições 2010


Andei com muita vontade de escrever sobre as eleições 2010. Mas, para quê reinventar a roda, se um renomado filósofo e pensador russo, já escreveu antes ? E, apenas poucas palavras minhas seriam mudadas, mas, o sentido seria mais ou menos esse...

A Ilusão do Sufrágio Universal
Os homens acreditavam que o estabelecimento do sufrágio universal garantia a liberdade dos povos. Mas infelizmente esta era uma grande ilusão e a compreensão da ilusão, em muitos lugares, levou à queda e à desmoralização do partido radical. Os radicais não queriam enganar o povo, pelo menos assim asseguram as obras liberais, mas neste caso eles próprios foram enganados. Eles estavam firmemente convencidos quando prometeram ao povo a liberdade através do sufrágio universal. Inspirados por essa convicção, eles puderam sublevar as massas e derrubar os governos aristocráticos estabelecidos. Hoje depois de aprender com a experiência, e com a política do poder, os radicais perderam a fé em si mesmos e em seus princípios derrotados e corruptos. Mas tudo parecia tão natural e tão simples: uma vez que os poderes legislativo e executivo emanavam diretamente de uma eleição popular, não se tornariam a pura expressão da vontade popular e não produziriam a liberdade e o bem estar entre a população?
Toda decepção com o sistema representativo está na ilusão de que um governo e uma legislação surgidos de uma eleição popular deve e pode representar a verdadeira vontade do povo. Instintiva e inevitavelmente, o povo espera duas coisas: a maior prosperidade possível combinada com a maior liberdade de movimento e de ação. Isto significa a melhor organização dos interesses econômicos populares, e a completa ausência de qualquer organização política ou de poder, já que toda organização política se destina à negação da liberdade. Estes são os desejos básicos do povo. Os instintos dos governantes, sejam legisladores ou executores das leis, são diametricamente opostos por estarem numa posição excepcional.
Por mais democráticos que sejam seus sentimentos e suas intenções, atingida uma certa elevação de posto, vêem a sociedade da mesma forma que um professor vê seus alunos, e entre o professor e os alunos não há igualdade. De um lado, há o sentimento de superioridade, inevitavelmente provocado pela posição de superioridade que decorre da superioridade do professor, exercite ele o poder legislativo ou executivo. Quem fala de poder político, fala de dominação. Quando existe dominação, uma grande parcela da sociedade é dominada e os que são dominados geralmente detestam os que dominam, enquanto estes não têm outra escolha, a não ser subjugar e oprimir aqueles que dominam. Esta é a eterna história do saber, desde que o poder surgiu no mundo. Isto é, o que também explica como e porque os democratas mais radicais, os rebeldes mais violentos se tornam os conservadores mais cautelosos assim que obtêm o poder. Tais retratações são geralmente consideradas atos de traição, mas isto é um erro. A causa principal é apenas a mudança de posição e, portanto, de perspectiva.
 
Mikhail Bakunin ( 1814 – 1876)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O Sucesso consiste em não fazer Inimigos!


Recebi essa mensagem por e-mail, achei muito interessante e agora repasso para todos.

Max Gehringer - Administrador de empresas e escritor, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial, nos prestigia com algumas dicas muito importantes para a carreira.

Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:

Regra número 1:

Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: Se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1999 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2009.

Regra número 2:

A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 3:

Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.

Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é. A 'Lei da Perversidade Profissional' diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.
Muito cuidado ao tentar prejudicar um colega de trabalho; Amanhã ou depois você pode depender dele para alguma coisa!

Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm boa memória.

"Na natureza não existem recompensas nem castigos. Existem conseqüências."

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Esse é um País que vai pra frente... Onde ?


Nosso país é sempre festejado como o país do futuro, como o país do amanhã. Mas, esse amanhã nunca chega. E, continuamos vivendo sempre no ópio da esperança.

Nossos índices sociais são péssimos, e, deveríamos, pela idade( e tamanho) de nosso país, estar bem melhor.

Mas, quais são os problemas que nos afligem ??? Diversos. Mas, existem certos aspectos que não nos permitem sair da condição de eterna colônia. E, consequentemente, dependência.

E, dos diversos( e sérios) problemas que nosso país enfrenta, podemos discorrer sobre dois graves problemas que afetam o desenvolvimento de nossa sociedade.

O Empreendedorismo-
Muito se fala que, no nosso país, as pessoas não são acostumadas a se tornarem empreendedoras, e, que, a maioria das empresas (senão grande parte) nasce mais da dificuldade e necessidade de se conseguir trabalho do que propriamente de oportunidades e vontade nessa direção.
Este realmente é um problema. Nossos jovens que não conseguem oportunidades, nossos seniores, que estão numa ótima fase produtiva, mas também, o mercado lhes nega acolhida. Para todos esses, o empreendedorismo forçado é a solução.
Mas, que empreendedorismo ???
Num país como o nosso, em que o governo coloca obstáculos muito difíceis de serem transpostos, começar uma empresa não é uma opção, mas, geralmente, falta de opção.
E, com todos os impostos, taxas, liberações, alvarás, permissões, o pobre empreendedor ficará, pelo menos, 3 meses pagando ao governo até que consiga começar a faturar...
É... E, nesse meio tempo, com a forte concorrência e as flutuantes situações econômicas, quem diz que muita gente não vai à falência antes mesmo de começar...???
O pobre empreendedor padece, e, temos que a informalidade aumenta cada vez mais, atraindo os olhos ávidos do fisco até sobre os vendedores ambulantes.
Agora, como mudar essa situação ?

Quando uma condição não apresenta uma solução evidente e direta, é sinal que as coisas já vêm erradas há tanto tempo, que não se consegue ter uma visão clara, por conta de estruturas viciadas. E, esse binômio imbatível, burocracia + impostos vem de muito tempo.
Todas essas dificuldades e barreiras(junto com uma corrupção endêmica) vêm de muito tempo atrás, do nosso Brasil colônia. Nos tempos de nosso país, submisso à coroa portuguesa, não era interessante permitir que os nativos pudessem ter negócios seus, estando sempre dependentes dos senhores portugueses. E este triste quadro pouco mudou até hoje: A corrupção da coroa se enraizou nos tratos do estado com o cidadão a tal ponto, que já não se vê uma saída para essa situação, que está corroendo todos as engrenagens do estado e emperrando o seu movimento.

-E o Papel do Estado...
Me respondam: Qual estado trata seus cidadãos como se fossem criminosos ? Com desconfiança ? Sempre se intrometendo nas relações sociais e cada vez mais na intimidade do indivíduo ???
Um estado colonial, já que a colônia não é formada pelos mesmos componentes da corte, assim, os ditos cidadãos, são pessoas de segunda classe.
Era assim nos tempos de Portugal coroa e do Brasil colônia. E, continua assim até hoje.
O estado, para alimentar todo o seu aparato corrupto, sangra cada vez mais os bolsos dos cidadãos. Cidadãos ? Não... Povo. Plebe rude e malcheirosa, que não tendo como sonegar, morre direto no contra cheque, já com imposto descontado na fonte.
E, o estado, cada vez mais quer saber: O que você comprou, quanto ganhou, onde gastou, quais as suas posses.
Me perdoem os sonhadores, mas, não vivemos numa democracia. Vivemos num estado de vigilância e intromissão na privacidade. E, tudo isso para alimentar o cruel leão, guardião dos impostos, e, em nosso caso, Cerberus, o cão infernal, seria mais adequado.
Nossa triste realidade, é ter um governo que trata seus cidadãos como se os colonos degredados de 1500 fossem, diferenciando o estado da sociedade, e, agindo com a mesma frieza cruel de Portugal, exigindo sempre o quinto de ouro todos os anos, que em nossos dias, é muito mais do que 20%
E não se iludam, pois a alternância de partidos diferentes no poder de nada adiantou, já que,  mesmo os ditos esquerdistas históricos nada fizeram contra a voracidade do estado no bolso dos ditos cidadãos... Piorou, em diversos aspectos. E, sem uma perspectiva de mudanças e melhoria no horizonte.

Portanto, enquanto vivermos atados a um estado que se distancia da população e se trata como se fosse a coroa de outro país, e, trata a seus cidadãos como se fossem os criminosos que aqui aportaram para colonizar esta terra, iremos muito mal... E, para onde ???

quinta-feira, 1 de abril de 2010

De Que Adiantam Milhões ???


De reais, se temos milhões a mais de miseráveis reais ???

Sim, dinheiro, dinheiro, dinheiro. Ficar rico a qualquer preço, ter um vidão, um carrão e um mulherão.

Será ???

Senão vejamos... Você, presumindo-se que ficou milionário da noite para o dia. Uma herança, acertou a Mega Sena, enfim... Está montado na grana.
Vai, e compra uma Ferrari. Aquelas vermelhas, modelo Enzo. Mas... Não importa o quão incrementada seja essa sua Ferrari, quando você parar no semáforo, crianças vão fazer malabarismos na sua frente, querendo trocados. Ou vão limpar o para-brisa, ou passar uma flanela nas rodas...

Não há como se esconder. A miséria em que vivemos, é como uma escuridão que a cada dia envolve mais e mais pessoas. E, vai destruindo tudo, arrasando com as boas intenções e jogando as pessoas em  desespero e desalento atrozes.

E, nesse caos coletivo, a ideia de ficar rico aparece como se fosse uma solução. Uma mágica que nos tiraria da pressão da miséria, que está fechando o cerco e diminuindo a nossa zona de segurança.

Mas... Qualquer quantia de dinheiro que possamos ganhar, até por um passe de mágica, não mudará a situação em que nosso país se encontra. Não mudará a realidade à nossa volta. E aí advém os problemas...

Não que ter dinheiro seja ruim, longe disso. Mas, nessa época em que vivemos, até ter dinheiro está complicado. Sim... Sequestros relâmpagos, roubos, assassinatos, tramas urdidas por pessoas próximas, trapaças legais...

Ou você tem muito dinheiro, e se muda para o exterior. Ou, com seus milhões, consegue viver numa realidade alternativa à nossa: Condomínios fechados, seguranças e vigilância 24 horas, restaurantes fechados, onde somente VIP's possam frequentar...

Mas, não... Ter milhões, bilhões, não é algo factível hoje em dia. Os poucos brasileiros que hoje possuem seus bilhões, ou são fortunas já feitas há um bom tempo, ou são investidores que estavam na hora certa, no lugar certo (e, principalmente, com os amigos certos)

Dinheiro é bom... Mas, já foi melhor. Foi melhor no tempo em que você podia ganha-lo, e, não ter medo de ser roubado, sequestrado, hostilizado apenas por ter dinheiro. Não... A coisa hoje está de um jeito, que, se você possuir alguma coisinha  a mais, seja um carro, seja uma casa, já é visto com olhos desconfiados, e, passa a ser hostilizado, seja por moradores de rua, seja por flanelinhas, seja pelo movimento dos sem-terra...

Claro que temos índices de crescimento, de superávit comercial e, nosso país, na propaganda oficial está muito melhor do que na realidade. Mas, na rua, continuam as crianças a fazer malabarismos nos semáforos, os adultos a pedir, as meninas a vender-se.

Na verdade, como eu gostaria de me mudar para esse Brasil das propagandas do governo...

sábado, 13 de março de 2010

Direitos Humanos, no dos outros é refresco...

 Direitos humanos aqui, não são como os direitos humanos de lá...

É sempre interessante acompanhar o que nossos políticos fazem, já que, com nossa democracia representativa, se assina um cheque em branco, com muita fé e esperança, em que os políticos irão se comprometer com as ideias que defenderam durante a campanha.

Claro que existem casos interessantes, alguns até folclóricos, de personagens que tropeçaram em suas próprias línguas. E, o pessoal mais jovem, nem deve se lembrar do falecido cacique Mário Juruna, que usava  um gravador para gravar o que o homem branco dizia, de forma que ele(o homem branco) não se contradissesse no futuro.

Mais recentemente, tivemos o caso de um socialista histórico, perseguido político pela ditadura militar, exclamar aos quatros ventos: "Esqueçam tudo que eu escrevi"... É... Nosso ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, deu essa declaração, mostrando como a língua pode ser uma arma ferina. A começar, para quem fala e age de forma destoante.

No caso de nosso ex-presidente, vimos um socialista se tornar um neo-liberal, coisa parecida com a Inglaterra de Margareth Tatcher.

Agora estamos presenciando um novo tropeço na língua. Um homem público de nosso país, escorrega e cai pela boca. Aliás, o presidente com maior grau de aprovação dos últimos anos.

Em recente viagem à Cuba, dando uma declaração à Associated Press, nosso inilustrado presidente comparou os bandidos brasileiros com os presos políticos cubanos.

O presidente Lula disse que greve de fome não pode ser pretexto para libertar pessoas em nome dos direitos humanos, referindo-se aos dissidentes cubanos, e questionou como seria se todos os bandidos presos em São Paulo fizessem greve de fome para pedir liberdade.

Nossa... Quem te ouviu e quem te vê... E, nesse meio tempo, um dissidente político cubano morreu devido a fazer uma greve de fome. Outro prisioneiro político estava entrando em greve de fome, quando nosso presidente visitou o país, e, os grupos de direitos humanos esperavam que Lula intercedesse para acabar com a greve de fome. Melhor esperar sentados, já que nosso presidente nada fez.

O engraçado de tudo é que, para proteger um terrorista italiano, um bandido comum, assaltante de bancos, sr. Cesare Battisti, nosso presidente e o ministro da justiça, sr. Tarso Genro, invocam direitos humanos, mais uma vez envolvendo o Brasil em outro imbróglio internacional (não bastasse o de Honduras) , dessa vez com a Itália.

É... Dois pesos e duas medidas. E, nosso presidente, querendo não se indispor com seus ídolos de juventude (Fidel Castro e o irmão Raul), se omite numa grave violação dos direitos humanos em pleno século XXI.

É presidente, o sr. vai ter que sair de cima do muro. Um dia, o sr. terá que mostrar a que veio. Esperamos que não seja tão tarde, que sua biografia já não esteja irreversivelmente destroçada por seus exageros, atos impensados, desmandos e injustiças.