domingo, 12 de julho de 2009

Sempre as Piores Escolhas...



A liberdade de escolha é um dom do ser humano. Dom e prerrogativa. Pelo menos nas sociedades ocidentais democráticas. Mas, o que dizer das escolhas erradas ? De escolher quase sempre o pior ? Não... Não é um privilégio nosso, do Brasil, dos brasileiros, as escolhas erradas...

Muito antes, na época de Cristo, os judeus já exercitaram o direito de escolher errado, escolhendo libertar Barrabás e crucificar Jesus, o salvador... É... A coisa é antiga. E, também não é privilégio de países do terceiro mundo ou de gente ignorante.
Afinal, os americanos elegeram George W. Bush duas vezes consecutivas. E, é um dos países onde os direitos civis são mais respeitados no mundo todo. E então ? O que se passa...?

Nélson Rodrigues já dizia que "Toda unanimidade é burra", então, devemos desconfiar quando todo mundo quer uma coisa só, deposita numa só pessoa toda a sua fé e confiança, quer apenas um caminho.
Realmente, a existência do contraponto ajuda, ajuda a montar um quadro maior do quê aquilo que se observa. E, Como estamos precisando observar mais...

Mas, estamos agora vivendo um momento turbulento, de grandes convulsões sociais. A crise americana, que se tornou mundial, só fez acirrar os ânimos e desacreditar a esperança. Esperança de dias melhores, esperança de novos horizontes. Esperanças que vão morrendo lentamente.

E, principalmente, uma esperança que nossa população tinha. Na verdade, nossa população tinha esperança no governo do presidente Lula do PT, já que o voto em Lula foi um voto de protesto e rompimento com velhas estruturas.

Mas... Alguma coisa mudou ??? Alguma estrutura foi rompida ??? Não... Infelizmente não... Os ditos programas sociais, que seguiram os do antigo governo(FHC) apenas institucionalizaram a esmola, e, nas palavras de Dom Mauro Morelli, ex-bispo de Duque de Caxias, RJ, que tão bem colocou: "Tenho procurado sugerir ao Governo que faça com urgência sua avaliação, ouvindo os críticos comprometidos com a erradicação da miséria e dos males da fome. Não conseguimos avançar como era sonhado." Na verdade, qual avanço houve? Nenhum, apenas a instituição do bolsa isso, bolsa aquilo, vale aquilo outro. Ações que apenas aumentam a indignidade e dependência do ser humano, ultrajando e rebaixando o seu valor enquanto pessoa.

Continuando com a manutenção do que era antigo, ultrapassado, obsoleto por todos os pontos de vista, temos novamente Renan Calheiros e o senhor José Sarney em posição de poder em Brasília. Mesmo agora, que todos os escândalos passados começam a aflorar, rios de lama começam a verter, qual posição temos de nosso governo dito socialista ??? "Temos que preservar o senador Sarney pela governabilidade" - bradou em bom tom o senador Aloízio Mercadante no congresso... Que atitudes são essas ??? E, a ministra Dilma, confessa pré-candidata: "Não podemos demonizar José Sarney por tudo de errado que acontece no senado"... É... Quem te ouviu e quem te vê... Uma corajosa guerrilheira, agora lutando por um duvidoso aliado, por conta das próximas eleições...

John E. E. Dalberg Acton dizia: O poder corrompe. E o poder absoluto corrompe absolutamente. Agora fica no ar a pergunta:
Seriam nossos atuais governantes petistas já corrompidos??? Ou se corromperam ao chegar ao poder ??? Ou apenas esperavam uma oportunidade para se corromperem ???
O certo de tudo isso é que, mais uma vez, escolhemos com o coração e, nesse ímpeto de paixão sem lógica, ficamos novamente a ver navios. O mal de todos esses erros, desmandos e desenganos é que a nossa bela e amada democracia vai, pouco a pouco, tendo minada a sua confiança. Cada vez menos brasileiros acreditam nela, ou na classe política ou nas instituições. E, se abrem perigosas brechas para que acontecimentos como o recente golpe em Honduras se repitam, já que a população não acredita em sua classe política e nem nas instituições, por que lutar por elas ???

Apenas uma lembrança: Ano que vem vamos votar para presidente novamente. Votemos com mais consciência. A sobrevivência da democracia depende disso.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Cuidado com os burros motivados



Prezados, semana de muitas revelações surpreendentes: A GM pede concordata, o voo 447 da Air France desaparece no mar, muito chumbo grosso por todos os lados...
Mas, me enviaram por e-mail esta deliciosa entrevista com o Roberto Shinyashiki, que agora eu partilho com vocês. Ele trabalha com a área motivacional, e, eu me considero um motivador, portanto, penso que jogamos no mesmo time. Mas, sem mais delongas, Dr. Roberto Shinyashiki, entrevista para a revista Istoé - 19/10/2005

ISTOÉ – Quem são os heróis de verdade?
Roberto Shinyashiki –
Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa
de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado,
viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉ – O sr. citaria exemplos?
Shinyashiki –
Dona Zilda Arns, que não vai a determinados programas de tevê nem aparece de Cartier, mas está salvando milhões de pessoas. Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉ – Qual o resultado disso?
Shinyashiki –
Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ – Por quê?
Shinyashiki –
O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ – Há um script estabelecido?
Shinyashiki –
Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um presidente
de multinacional no programa O aprendiz? “Qual é seu defeito?” Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: “Eu mergulho de
cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.” É exatamente o que o chefe
quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: “Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir.” Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ – Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki –
Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ – Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki –
Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parece que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ – Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki –
Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: “Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham.” Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ – O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki –
Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉ – É comum colocar a culpa nos outros?
Shinyashiki –
Sim. Há uma tendência a reclamar, dar desculpas e acusar alguém. Eu vejo as pessoas escondendo suas humanidades. Todas as empresas definem uma meta de crescimento no começo do ano. O presidente estabelece que a meta é crescer 15%, mas, se perguntar a ele em que está baseada essa expectativa, ele não vai saber responder. Ele estabelece um valor leatoriamente, os diretores fingem que é factível e os vendedores já partem do princípio de que a meta não será cumprida e passam a buscar explicações para, no final do ano, justificar. A maioria das metas estabelecidas no Brasil não leva em conta a evolução do setor. É uma chutação total.

ISTOÉ – Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki –
Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: “Quem decidiu publicar esse livro?” Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki –
O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.


ISTOÉ – Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki –
A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: “Você tem de estar feliz todos os dias.” A terceira é: “Você tem que comprar tudo o que puder.” O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: “Você tem de fazer as coisas do jeito certo.” Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você precisa ser feliz tomando sorvete, levando os filhos para brincar.

ISTOÉ – O sr. visita mestres na Índia com freqüência. Há alguma
parábola que o sr. aprendeu com eles que o ajude a agir?
Shinyashiki –
Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um
hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero ser feliz.” Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora
da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis. Uma história que aprendi na Índia me ensinou muito. O sujeito fugia de um urso e caiu em um barranco. Conseguiu se pendurar em algumas raízes. O urso tentava pegá-lo. Embaixo, onças pulavam para agarrar seu pé. No maior sufoco, o sujeito olha para o lado e vê um arbusto com um morango. Ele pega o morango, admira sua beleza e o saboreia. Cada vez mais nós temos ursos e onças à nossa volta. Mas é preciso comer os morangos.


Pois é amigos, vamos comer morangos, que o mundo não vai parar para nós sermos felizes...

terça-feira, 19 de maio de 2009

A Misericórdia Alcança A Todos !



A compaixão do Buddha estendia-se igualmente a todos os seres. Relatam-nos alhures nas escrituras: “Certa vez o Sublime observava um rebanho de carneiros que avançava lentamente, conduzido pelos pastores.
Chamou-lhe a atenção uma ovelha com dois cordeirinhos, sendo que um deles, ferido, caminhava penosamente. Buddha tomou-o nos braços e exclamou: “Pobre mãe, tranqüiliza-te. Para onde fores levarei teu querido filhote. É preferível impedir que sofra um animal, a permanecer sentado nas cavernas contemplando os males do universo”.

Sabendo pelos pastores que o rebanho seria levado à noite para o sacrifício e imolado em honra aos deuses por ordem do rei, o Buddha resolveu acompanhar o rebanho. E os seguiu pacientemente.

Chegando à sala dos holocaustos, observou brâmanes fazendo orações e preparando o fogo crepitante do altar. Um dos sacerdotes, apoiando a faca no pescoço estirado de uma cabra, exclamou: “Eis aí, ó deuses, o princípio dos holocaustos oferecidos pelo rei Bimbisara. Regozijai-vos vendo correr o sangue e gozai com a fumaça da carne tostada nas chamas ardentes; fazei com que os pecados do rei sejam transferidos a esta cabra e que o fogo consuma-os ao queimá-la; vou dar o golpe final...”

Aproximando-se, o Buddha disse docemente: “Não a deixeis ferir, ó grande rei!”, ao mesmo tempo que desatava os laços da vítima, sem que ninguém o detivesse, tão imponente era Seu aspecto. Depois de haver pedido permissão, falou da vida que todas as criaturas amam e pela qual lutam; da vida que todos podem tirar, mas ninguém pode dar; a vida, esse dom precioso para todas as criaturas, maravilhoso e caro a todos, mesmo aos mais humildes e ínfimos, um dom precioso para todas as criaturas que sentem piedade, porque a piedade faz o homem doce para com os débeis e nobre para com os fortes.

O Sublime emprestou às mudas criaturas do rebanho palavras enternecedoras para defendê-las; demonstrou que o homem que implora clemência aos deuses não tem misericórdia; ele, que é como um deus para os animais, fez ver que tudo o que tem vida está unido por um laço de parentesco; que os animais que matamos nos deram o doce tributo de seu leite e sua lã e depositaram sua confiança nas mãos de quem os degolam.

E concluiu: “Ninguém pode purificar com sangue sua mente; se os deuses são bons, não se comprazem com o sangue derramado, e se são maus, não podem lançar sobre um animal o peso de um fio de cabelo, sequer, dos pecados e erros pelos quais se devem responder pessoalmente. Cada um deve se dar conta de si mesmo, segundo esta aritmética do universo, dando a cada um sua medida segundo seus atos, palavras e pensamentos, lei exata, que vigia eternamente e faz com que o futuro seja fruto do passado...” Falou com tal misericórdia e dignidade, inspirado pela compaixão e justiça, que os sacerdotes lavaram suas mãos de sangue e despojaram suas facas. O rei Bimbisara tornou-se seu discípulo.

Assim amigos, a misericórdia alcança a todos os seres. Desde o mais humilde, ao mais elevado.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Com as Pedras que Me Jogaram, Construí o meu Castelo




Amigos, quantas situações que vivenciamos, em que as pessoas que nos querem mal acabam por nos fazer um bem, nos impulsionando a ir mais longe ???

Leiam este texto, uma história até bem conhecida, de como o mal que nos desejam e nos fazem pode nos empurrar adiante, e, nos fazer ir além dos nossos limites...

Há uma parábola sobre um agricultor cuja velho cão caiu em um velho poço seco .

Após avaliar a situação, o agricultor se compadeceu com o cachorro, mas decidiu que nem o cão nem o poço valiam a pena salvar.

Em vez disso, ele planejou enterrar o velho cão, no poço e aliviá-lo de seu infortúnio.

Quando o agricultor começou jogar terra no poço, inicialmente, o velho cão entrou em pânico.

Mas então ocorreu ao cão que toda vez que uma pá de terra era jogada nas suas costas ele poderia se sacudir, botar a terra pra fora e subir no monte de terra que ele sacudiu.

Isso então, ele foi fazendo, pá após pá de terra. Sacudir e subir, agitar a terra pra fora e escalar o montinho de terra.

O cão então tornou a encorajar-se.
Não demorou muito, o cão emergiu , triunfantemente fora do poço. O que ele pensou que iria enterrá-lo, na verdade, beneficiou-lhe, tudo por causa da maneira como ele manejou a adversidade.

Assim, no nosso dia-a-dia, observemos como nos fazem mal, como nos colocam obstáculos, como nos impedem a passagem... E, sejamos corajosos como este velho cão, que mesmo na pior adversidade, encontrou o caminho para, literalmente, sair do buraco.

Deus os abençoe amigos.

domingo, 5 de abril de 2009

Se tu vens às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.


Amigos, tenho estado bem ocupado, mas, encontrei essa imagem na net... E, me veio a raposa do Pequeno Príncipe à mente... O delicioso diálogo da raposa é uma das melhores partes (senão a melhor) do livro de Saint-Exupéry...

- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho - Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que eles fazem
- Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços.
- Criar laços?
-Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
-Começo a compreender, disse o principezinho.
-Existe uma flor. . . eu creio que ela me cativou ...
-É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra ...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom ! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam.
galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me
aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de teus passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem fugir para debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha
longe, os campos de trigo?
Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me dizem coisa alguma. E isso é triste Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo ...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo
amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não
têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos, Se tu queres um cativa-me!
-Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
-É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto ..
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca há hora de preparar o coração ... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa, É o que faz com
dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta feira então é o dia maravilhoso!


Amigos... Possamos olhar ao mundo com toda a inocência que a criança dentro de Antoine Saint-Exupéry olhou... E, com sua candura, questionou o mundo dos adultos. Muita paz!!!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Qual a Hora de ser feliz ???



Me mandaram este texto por e-mail. E, é um texto que faz pensar...

"A revista Isto É publicou uma excelente entrevista com Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.

Uma das perguntas desta entrevista, e a respectiva resposta, você verá a seguir. Medite sobre ela.

ISTO É – Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus, isso é verdade?

Shinyashiki - A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade:

A primeira, é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.

A segunda loucura é:

Você tem de estar feliz todos os dias.

A terceira é:

Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.


Por fim, a quarta loucura:

Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.


As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.

Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.


Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais.

Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz:

"Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz".
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.

Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, ou por não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.


Isso faz pensar. E muito. Qual é a hora de ser feliz ??? A que devemos nos dedicar de verdade ??? Será que fazer hora extra vai comprar a tão sonhada felicidade ??? Ou pelo menos pagar a tranquilidade do nosso sono...???

A hora de ser feliz é agora. Tantas pessoas sacrificam sua vida pessoal pela carreira, pelo trabalho, pelo dinheiro, e, no final, acabam perdendo tudo. Nem se realizam como profissionais, e, deixam a vida passar diante de seus olhos, e, não conseguem se realizar como pessoas.
Quantas mulheres perseguiram o sonho da carreira, e, deixaram passar a oportunidade de constituir família e serem mães ???
Jennifer Aniston é uma dessas... Sacrificou-se pela sua carreira, e, agora, aos 40 anos, com o relógio biológico urgindo, quer ser mãe e ter uma família a qualquer preço. Será que consegue ???


quarta-feira, 18 de março de 2009

Fazer a Diferença


Numa manhã de verão, na beira de uma turística praia do nordeste, um pescador que havia colocado suas redes na noite passada, estava pacientemente devolvendo ao mar as estrelas do mar que tinham ficado presas nas suas redes, e, as ostras e mariscos também.
Era um trabalho de paciência. Nisso, se aproxima um turista e pergunta curioso:
-O quê o senhor está fazendo ???
-Devolvendo ao mar o que não é peixe. Afinal, só retiro para me sustentar ou vender, o resto eu devolvo.
-Essa praia é muito grande... Deve ter outros pescadores... Será que eles fazem assim também ?
-O que os outros fazem não é problema meu e não me interessa. Me interessa o que eu faço. E, isto é que é o correto para mim. Não tirar da natureza o que for mais do que eu preciso.
-Mas... Como eu disse... A praia tão grande, com tantos pescadores e tantas redes... Que diferença isso vai fazer ?
-Olha moço, pra todas as ostras e estrelas do mar que eu devolvi de volta ao oceano, fez diferença...

Um ditado chinês diz: "Mesmo um grão de arroz pode desequilibrar uma balança. Assim, mesmo um só homem pode fazer a diferença". Tenham coragem, sigam em frente. E, façam a diferença. Mesmo que vocês estejam solitários neste caminho, e, ninguém esteja lhes acompanhando. As causas nobres sempre têm seguidores. É só uma questão de tempo para os homens bons se reconheceram e se associarem em busca de um bem maior.

Felicidades meus amigos. E, façam a diferença. Sempre