quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Quem mexeu no pai rico ??? Ou... Auto-Ajuda ou Atrapalha ???

Ele tá rindo... Afinal, conseguiu vender mais um exemplar do "Pai Rico..."

Pai rico, pai pobre lançou uma febre editorial. Bem, como sempre, livros de auto ajuda, em todos os setores acabam se tornando best sellers. As pessoas parecem precisar de fórmulas mágicas para poder atravessar a vida. Como se trabalho honesto, estudo, esforço, gratidão e empenho fossem dispensáveis.

Assim como "Quem mexeu no meu queijo?", que é pueril em seus conselhos, ensinando o óbvio como se fosse uma velada arte misteriosa dos segredos do universo, Pai rico é extremamente fora da realidade.

Mas, vamos nos ater um pouco no "Queijo"... Eu, já tive reuniões de staff onde, não só o livro, como também um audiovisual sobre o livro, foram muito discutidos e, obviamente, "doutrinados" no staff geral...

Alguns gerentes são conhecidos  por distribuir em massa cópias do livro para os funcionários, alguns dos quais veem isto como um insulto, ou uma tentativa de caracterizar um pensamento contrário (contra o gestor) como não "movendo-se com o queijo".

No ambiente corporativo, as gerências tem sido conhecidas por distribuir esse livro para os funcionários, durante épocas de "re-organização estrutural", "downsizing" e "outsourcing" (que belos termos para nomear os cortes e demissões...), em uma tentativa de retratar mudanças desfavoráveis ou desleais de uma forma otimista ou oportunista. Este desvio de mensagem do livro é visto por alguns como uma tentativa por parte de gestão organizacional para "domar" os funcionários de forma rápida e incondicionalmente assimilar os ideais de gestão, mesmo que possam ser prejudiciais a eles profissionalmente.

Mas, eu li "Quem mexeu no meu queijo". E, vi um livro que trazia uma mensagem batida, que todo mundo já sabia, como se fosse um grande mistério desvendado. E, o que é pior: Sua mensagem bem se encaixa para manobrar os funcionários. Realmente, se a pessoa não tem um pouco de discernimento, vai ler o livro e achar a mensagem positiva... Mas, e quando se tentar aplicar a mensagem ao "downsizing" que está havendo na empresa, onde vão cortar pelo menos 20 pessoas do seu departamento e você terá que trabalhar pelo menos por três ??? Aí, o livro serviu apenas para "preparar" o seu espírito para... O pior... É claro... E, se você está descontente, não seguiu a mensagem... Você não está indo na direção do queijo. E a firma, naturalmente, dispensará você...

Bem, com esse livro, começamos a ver como a "auto-ajuda" atrapalha. Só com o "Queijo", gerentes poderão ter em mãos um instrumento para docilizar, dobrar e moldar seus subordinados. Aí vemos um dos pecados desse tipo de literatura, que seria dominação de massas de funcionários (ignorantes e impensantes, diga-se de passagem).

Mas, a coisa toda fica pior. Bem pior. "O segredo" é ridículo. Eu já o li, e, pensei: "Como um livro tão óbvio fez tanto sucesso???"...
A lei da atração... Ora, eu posso ficar um mês inteiro pensando boas coisas para fazer a lei da atração funcionar... E não conseguir nada...
Mas, a mensagem tem que ser espalhada... E, neste caso, como se espalhou...  Em dezenas de outros livros, filmes, canecas, camisetas, canetas, lancheiras... Tudo pelo bem do sucesso e prosperidade... Pelo menos de quem inventou esse tipo de livros e essas tralhas.  O Dr. Lair Ribeiro(um grande guru de auto-ajuda) também dizia que nunca aplicou em si mesmo as fórmulas que aconselhava para os outros, por isso, não tinha certeza se iam funcionar.

Agora, voltamos ao Pai rico... É um livro também ridículo, mas, como tem a fórmula mágica para enriquecer, fez (e ainda faz) muito sucesso...

Vejamos, em breves linhas, o que o livro "aconselha"

O tema central do Pai Rico é que você nunca vai ficar rico perseguindo um salário mais elevado, aparentemente a ética do trabalho duro e honesto é para otários. O que você precisa fazer é "concentrar seus esforços em apenas comprar os ativos de geração de renda." Como? Acontece que sempre que Robert Kiyosaki(o autor) oferece um exemplo da sua vida, quase que invariavelmente envolve especulação imobiliária.

É difícil julgar a veracidade de suas não-muito-específicas alegações  nesta frente, e tanto quanto se sabe, o interesse da imprensa em Kiyosaki, até à data tem sido limitado a entrevistas brandas que reiteram o valor de temas de seu livro(mais promoção grátis do que informação real mesmo). Um crítico de Kyiosaki, o escritor imobiliário  John T. Reed, foi mais fundo. Ele questiona, entre outras coisas, se o pai rico ainda existe.

John T. Reed fez críticas muito contundentes, falando sobre "Pai rico, Pai pobre  contém muitos conselhos errados, muitos maus conselhos, alguns conselhos perigoso, e praticamente nenhum bom conselho."

Reed enumera alguns dos "conselhos" :


  • "Se você vai falir, quebre em grande estilo"
  • Convencer as pessoas que a faculdade é para otários
  • Advoga cometer crimes: ter amigos ricos para a negociação de ações com base em informações não-públicas, privilegiadas, ele diz: "É para isso que são os amigos"
  • Recomenda a fraude fiscal através da dedução das férias e encargos de clubes de saúde

Porém, um dos temas recorrentes do livro é o uso de bens imobiliários como forma de aumentar o patrimônio (como vimos acima), e, especular sobre este patrimônio para aumentar rendas. E, aí temos a raíz de alguns de nossos problemas...

Aqui chegando, nos deparamos com o seguinte: Livros podem ser perigosos, pelas mensagens que eles passam. No caso do "Queijo", se tornam mecanismo de controle, no caso do "Segredo", uma fórmula mágica para alienar-se da realidade e no caso do "Pai rico", catastróficos conselhos para acumular patrimônio via mercado imobiliário, o que, se não está fazendo as pessoas ficarem ricas, está dificultando a vida de todo mundo.

Sim... Os conselhos errados de Robert Kyiosaki fizeram a cabeça de muita gente, especialmente aqui no Brasil. Vemos que a especulação imobiliária atinge níveis astronômicos: Comprar uma casa, um terreno hoje, é muito mais difícil do que era, digamos, vinte anos atrás. Todos que leram o livro, começaram a hiper valorizar bens imobiliários, fazendo o mercado inflacionar, de forma artificial.
Hoje, pequenos apartamentos, kitinetes, estão sendo vendidos a peso de ouro. Coisa fora da realidade. E, essa ilusão de riqueza fácil apenas está dificultando a vida de todos, já que todos precisam morar. E, do jeito que o mercado imobiliário se inflacionou, está muito difícil conseguir onde. Talvez numa periferia muito barra pesada, talvez até em outra cidade. Mas, de qualquer forma, a qualidade de vida se deteriora. E, ao invés de tornar uma minoria muito rica ou próspera, apenas deixa todos mais miseráveis...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O Imbroglio de Honduras...

Zelaya lá... Lula aqui...



Pasmem todos... Eu já me referi a Honduras e o golpe antes. Só não tinha muitos dados, muito conhecimento do que havia acontecido. Como na América latina estamos acostumados a ver golpes de estado, onde, geralmente, militares insubordinados derrubam presidentes legitimamente eleitos, fiz uma ideia (preconcebida) do que aconteceu.

Mas... Não foi assim... Aliás, não foi nada disso... O presidente Zelaya, que ora posa de mártir foi deposto sim... Infelizmente, como num pastelão dos 3 Patetas, o que deveria ter sido um impeachment, completamente legal e dentro da constituição hondurenha, acabou se tornando uma comédia de erros...

Então, graças a uma leve pesquisa na internet, aqui seguem os fatos dessa comédia, que agora tem nosso presidente e nossa embaixada como coadjuvantes...

Um membro da oligarquia rançosa que ele agora denuncia, Zelaya tomou posse em 2006 como líder de um dos dois partidos de centro direita que têm dominado a política de Honduras por décadas. Sua plataforma geral, o seu apoio ao acordo de Livre Comércio com os Estados Unidos e suas alianças com organizações empresariais não deu nenhuma noção do fato de que, na metade do seu mandato, ele se tornaria um vira-casaca político.

De repente, em 2007, ele declarou-se socialista e começou a estabelecer laços com a Venezuela. Em dezembro daquele ano, ele incorporou Honduras à Petrocaribe, um mecanismo criado por Hugo Chávez para doar subsídios de petróleo na América Latina e do Caribe em troca de subserviência política. Então, seu governo se juntou a Alternativa Bolivariana para América Latina e Caribe (ALBA), a resposta da Venezuela para a Área de Livre Comércio das Américas, ostensivamente uma aliança comercial, mas, na prática, uma conspiração política que visa a ampliar a ditadura populista para o resto da América Latina América.

Agora é que vêm as coisas interessantes... O que Zelaya fez então ?
Bem, seguindo o script Chavista, em 2007 ele tentou forçar a mudança na constituição hondurenha, como já haviam feito Evo Morales na Bolívia e Rafael Correa no Equador, fazendo um referendo para mudar uma cláusula pétrea da constituição hondurenha, para que permitisse a sua reeleição.

Nos meses seguintes, cada corpo jurídico em Honduras - o tribunal eleitoral, o Tribunal Supremo, o procurador-geral, o Provedor de direitos humanos - declarou o referendo inconstitucional. Segundo a Constituição de Honduras (artigos 5 º, 373 e 374), os limites de mandato presidencial não pode ser alterado em qualquer circunstância; e, jamais por um referendo popular...

O congresso de Honduras, o próprio Partido Liberal de Zelaya e a maioria dos hondurenhos (em várias pesquisas) expressou seu horror diante da perspectiva de ter Zelaya perpetuar-se no poder e trazer Honduras para um estado similar à Venezuela de Chávez. Em desafio as ordens judiciais, Zelaya persistiu. Cercado por uma multidão que o apoiava, ele invadiu as instalações militares onde as cédulas para o referendo estavam guardadas e ordenou-lhes a distribuíção. Os tribunais declararam que Zelaya colocou-se à margem da lei, e o congresso começou um processo de impeachment.

Bem, agora é que vem a trapalhada... Se Zelaya tivesse sido normalmente processado e legitimamente afastado do poder, nada disso estaria acontecendo.

Mas, num gesto muito precipitado, os militares assaltaram o palácio presidencial e expulsaram Zelaya do país. O congresso hodurenho seguiu o rito processual normal, realizou o impeachment de Zelaya a sua revelia, nomearam Roberto Micheletti presidente interino e seguiam normalmente para eleições agora em novembro próximo.

Não fosse uma campanha bem orquestrada por Hugo Chávez, que atraiu a atenção internacional para Zelaya e o mostrou como vítima, um presidente eleito legitimamente sendo derrubado por militares, por ser "socialista".

Claro que Chávez não iria perder a chance de expandir seu poder, e, ter um aliado (leia-se fantoche) que iria aumentar sua influência nas Américas, sendo assim tão facilmente tirado de cena.

Então, Zelaya esteve na Venezuela, com Chávez, depois veio ao Brasil, fazendo um jogo de cena, em que nosso presidente mais uma vez bancou o "que não sabia de nada" - E nesse caso, realmente não sabia, já que em todas as vezes se referiu ao governo interino de Honduras como golpistas...

O resto, está acontecendo há dois dias: Zelaya voltou ilegalmente a Honduras e se escondeu na embaixada brasileira, orientado por Chávez. E de lá, faz seu palanque e atrai os holofotes do mundo inteiro.

Infelizmente, como em diversas outras ocasiões de nossa história recente, nosso presidente mais uma vez está desempenhando um papel muito indigno.

Como na crise da Petrobrás, na Bolívia com Evo Morales, ou a crise de Itaipu, com Fernando Lugo, infelizmente, nessa comédia que se tornou a crise hondurenha, nosso presidente está fazendo o papel de palhaço... Novamente...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Viver do Passado




Viver do passado é cultivar espinhos,
é sofrer dobrado, é não enterrar os mortos,
viver em luto permanente, morrendo também
um pouco a cada dia, é andar por caminhos tortos.

Viver de recordações, sejam alegres ou tristes,
é olhar para o jardim e ver as flores murchas,
clamando por água e cuidados, e nada fazer,
é um descuidar-se da vida, um suicídio lento,
que leva ao desamor e a auto-piedade,
forma horrível de se menosprezar,
um jeito de não se amar...

Viver de sonhos desfeitos e arrumar culpados,
é uma forma de escapar das nossas responsabilidades,
se esconder nas fraquezas, se perder no medo,
medo de vencer, medo de conquistar e perceber,
que em cada um de nós, existem forças maiores,
luzes que nos transformam de vencidos em vencedores.

A vida é um risco constante, nada é certo ou calculado,
quando assumimos o risco de viver, de lutar, de amar de novo,
estamos sujeitos ao fracasso, ao erro,
e sempre que algo dá errado, é a vida mostrando;
que não planejamos, que acreditamos demais,
que fechamos os olhos para a verdade,
que esquecemos de valorizar alguma coisa,
e quase sempre, o que esquecemos,
o que deixamos de levar em conta,
é o mais importante,
É o amor que não tivemos
É o cuidado que não dispensamos
É o erro que cometemos por sentir que nada daria errado ou mudaria.

Mas, as coisas mudam. E, só duas coisas não podemos desperdiçar: O tempo, que não volta, e a saúde, que também é muito difícil de reconquistar...

Por isso, muito cuidado com seus atos. Só eles podem atrapalhar a sua vida. Mais ninguém.

Rosângela de Fátima

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ideologia, eu quero uma pra viver...

Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras... Então...





Saudades de nosso poeta maior, Cazuza, que há tantos anos atrás compôs Ideologia, tão mais atual hoje do que naqueles tempos...





Para um melhor efeito, clique Play (o botão parecido com |> ) nos dois vídeos ao mesmo tempo...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Pior que a Epidemia de Gripe, é a Epidemia do Medo




A nova "febre" do momento não é uma febre, mas, uma gripe. E, bastante fatal.
Porém, de uma epidemia que surgiu do nada e se alastrou como fogo num capinzal seco, analisemos o contexto em que ocorreu...

Desde o ano passado, estamos vivendo a crise das hipotecas dos EUA. Crise esta que atingiu o mundo inteiro e provocou muitos danos. A crise era o assunto número 1 da mídia, com os relatos de firmas fechando, desemprego aumentando, bancos quebrando. Enfim, caos total em todo o mundo.

Mesmo a China, um emergente na nova economia sofria com os tropeços da economia americana.

Eis que, sem mais avisos, repentinamente, outra notícia de maior teor alarmista tomou os noticiários: A epidemia de gripe suína mexicana.
Rapidamente, a crise das hipotecas foi esquecida. As notícias passaram a focar somente a tão malfadada gripe e seus efeitos e contágio.

Estranho... A crise acabou ??? Não... Continua tão ruim ou mesmo até pior. Mas a mídia tem outro bandido a perseguir. Não é Bin Laden, não é o presidente do Irã, não é o Di Caprio.

Porém, a velocidade e o atropelo dos acontecimentos nos faz pensar se tudo não passou de um teatrinho... Justamente para desviar a atenção dos problemas maiores que estamos enfrentando. Lembram-se do George W. Bush ???

Quando a popularidade dele estava em baixa, ele sempre achava algum país do "eixo do mal" para invadir e justificar seus gastos com armamentos. E, geralmente funcionava. Até que a população se fartou de ter filhos, amigos, parentes, maridos, esposas sendo mortos para um teatrinho.

O retrospecto de notícias da gripe insinua que ela foi fabricada, foi plantada como uma distração.
Entre 2005 e 2006, cientistas do CDC de Atlanta pesquisavam uma forma de trazer o vírus da gripe espanhola (curiosamente, também denominado de H1N1) de volta à vida, para estudos. A notícia está aqui
Bem, muito pouco se falou sobre o desenrolar deste experimento. Na verdade, foi até esquecido pela mídia.

Mas, vamos um pouquinho mais além. Em 2008 tivemos um filme muito famoso, com o Will Smith, "Eu sou a Lenda", que tratava de uma epidemia mundial que tinha dizimado 80% da população. As cenas com Will Smith perambulando por uma Nova Iorque deserta e abandonada são de dar calafrios... Seria uma coincidência o lançamento deste filme, e, depois essa epidemia acontecer ???
Ou talvez, no imaginário coletivo já estivesse sendo plantada a semente do desespero ???

A verdade é que esta gripe, que é muito grave, está tendo uma importância maior do que merece, já que, se tornou o novo vilão no imaginário popular.
A gripe comum mata muito mais por ano que esta já matou. Sem falar em outras doenças.

Mas... Gripe comum não vende Tamiflu, não é mesmo ??? E, os fabricantes de Tamiflu precisam desse terror, desse desespero inconsciente para um belo reforço de caixa.

O governo da Suiça, país do laboratório Roche, está investigando como o laboratório tinha um estoque tão grande de Tamiflu se não havia uma necessidade iminente para sua produção...? Quem sabe os números de caixa sejam a justificativa.

Mas, antes de sucumbir ao medo e ao desespero, existe um ótimo vídeo sobre a epidemia e sua possível fabricação, o qual posto a seguir





Assim prezados leitores, tenhamos coragem para poder atravessar mais essa crise. Desta vez uma epidemia. Mas, mais uma epidemia de medo, de desespero e terror do que uma epidemia de verdade.

domingo, 12 de julho de 2009

Sempre as Piores Escolhas...



A liberdade de escolha é um dom do ser humano. Dom e prerrogativa. Pelo menos nas sociedades ocidentais democráticas. Mas, o que dizer das escolhas erradas ? De escolher quase sempre o pior ? Não... Não é um privilégio nosso, do Brasil, dos brasileiros, as escolhas erradas...

Muito antes, na época de Cristo, os judeus já exercitaram o direito de escolher errado, escolhendo libertar Barrabás e crucificar Jesus, o salvador... É... A coisa é antiga. E, também não é privilégio de países do terceiro mundo ou de gente ignorante.
Afinal, os americanos elegeram George W. Bush duas vezes consecutivas. E, é um dos países onde os direitos civis são mais respeitados no mundo todo. E então ? O que se passa...?

Nélson Rodrigues já dizia que "Toda unanimidade é burra", então, devemos desconfiar quando todo mundo quer uma coisa só, deposita numa só pessoa toda a sua fé e confiança, quer apenas um caminho.
Realmente, a existência do contraponto ajuda, ajuda a montar um quadro maior do quê aquilo que se observa. E, Como estamos precisando observar mais...

Mas, estamos agora vivendo um momento turbulento, de grandes convulsões sociais. A crise americana, que se tornou mundial, só fez acirrar os ânimos e desacreditar a esperança. Esperança de dias melhores, esperança de novos horizontes. Esperanças que vão morrendo lentamente.

E, principalmente, uma esperança que nossa população tinha. Na verdade, nossa população tinha esperança no governo do presidente Lula do PT, já que o voto em Lula foi um voto de protesto e rompimento com velhas estruturas.

Mas... Alguma coisa mudou ??? Alguma estrutura foi rompida ??? Não... Infelizmente não... Os ditos programas sociais, que seguiram os do antigo governo(FHC) apenas institucionalizaram a esmola, e, nas palavras de Dom Mauro Morelli, ex-bispo de Duque de Caxias, RJ, que tão bem colocou: "Tenho procurado sugerir ao Governo que faça com urgência sua avaliação, ouvindo os críticos comprometidos com a erradicação da miséria e dos males da fome. Não conseguimos avançar como era sonhado." Na verdade, qual avanço houve? Nenhum, apenas a instituição do bolsa isso, bolsa aquilo, vale aquilo outro. Ações que apenas aumentam a indignidade e dependência do ser humano, ultrajando e rebaixando o seu valor enquanto pessoa.

Continuando com a manutenção do que era antigo, ultrapassado, obsoleto por todos os pontos de vista, temos novamente Renan Calheiros e o senhor José Sarney em posição de poder em Brasília. Mesmo agora, que todos os escândalos passados começam a aflorar, rios de lama começam a verter, qual posição temos de nosso governo dito socialista ??? "Temos que preservar o senador Sarney pela governabilidade" - bradou em bom tom o senador Aloízio Mercadante no congresso... Que atitudes são essas ??? E, a ministra Dilma, confessa pré-candidata: "Não podemos demonizar José Sarney por tudo de errado que acontece no senado"... É... Quem te ouviu e quem te vê... Uma corajosa guerrilheira, agora lutando por um duvidoso aliado, por conta das próximas eleições...

John E. E. Dalberg Acton dizia: O poder corrompe. E o poder absoluto corrompe absolutamente. Agora fica no ar a pergunta:
Seriam nossos atuais governantes petistas já corrompidos??? Ou se corromperam ao chegar ao poder ??? Ou apenas esperavam uma oportunidade para se corromperem ???
O certo de tudo isso é que, mais uma vez, escolhemos com o coração e, nesse ímpeto de paixão sem lógica, ficamos novamente a ver navios. O mal de todos esses erros, desmandos e desenganos é que a nossa bela e amada democracia vai, pouco a pouco, tendo minada a sua confiança. Cada vez menos brasileiros acreditam nela, ou na classe política ou nas instituições. E, se abrem perigosas brechas para que acontecimentos como o recente golpe em Honduras se repitam, já que a população não acredita em sua classe política e nem nas instituições, por que lutar por elas ???

Apenas uma lembrança: Ano que vem vamos votar para presidente novamente. Votemos com mais consciência. A sobrevivência da democracia depende disso.